Esboço de pregação em 2 Reis 6:1–7 – Deus Faz Flutuar o que Afundou

Esboço de pregação em 2 Reis 6:1–7 com o tema “Quando Deus Faz Flutuar o que Afundou”. Sermão apropriado para falar sobre perda espiritual, dependência de Deus, intervenção divina e restauração do que parecia irrecuperável.

TEMA: QUANDO DEUS FAZ FLUTUAR O QUE AFUNDOU

TEXTO DA PREGAÇÃO: 2 Reis 6:1–7

“Então fez flutuar o ferro.” (v.6)

PROPÓSITO: ENCORAJADOR – Fortalecer a fé dos crentes para compreenderem que Deus continua intervindo em situações perdidas, restaurando o que parecia irrecuperável quando clamamos e obedecemos.

INTRODUÇÃO

O milagre do machado que flutuou é simples na aparência, mas profundo em significado espiritual. Não envolve multidões, reis ou grandes batalhas, mas acontece no cotidiano da vida ministerial. Um machado emprestado cai no rio, afunda, e com ele afunda também a esperança daquele homem.

Entretanto, essa narrativa revela que Deus se importa não apenas com grandes crises, mas também com perdas que parecem pequenas aos olhos humanos, porém grandes no coração de quem sofre. Além disso, o texto mostra que aquilo que afunda pode voltar à superfície quando Deus intervém.

Portanto, essa passagem nos ensina que nada está definitivamente perdido quando colocado nas mãos do Senhor.

Na pregação de hoje, aprenderemos quatro lições espirituais a partir do milagre do machado que flutuou.

I. O CRESCIMENTO TRAZ DESAFIOS E RESPONSABILIDADES (2 Reis 6:1–2)

“E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós.” (v.1)

1. Primeiramente, o texto mostra crescimento. Os filhos dos profetas estavam aumentando em número, e isso exigia expansão.

2. Contudo, crescimento também gera responsabilidade. Construir algo maior envolve esforço, risco e trabalho.

3. Assim, aprendemos que avançar no propósito de Deus não nos isenta de desafios. Muitas vezes, os problemas surgem exatamente no caminho da expansão.

Toda obra de Deus cresce, mas todo crescimento exige maturidade.

II. PERDAS PODEM ACONTECER DURANTE O TRABALHO (2 Reis 6:3–5)

“E sucedeu que, derrubando um deles um tronco, o ferro do machado caiu na água.” (v.5)

1. Em seguida, vemos que a perda acontece enquanto se trabalha. Não foi negligência intencional, foi um acidente.

2. O machado não era do homem, era emprestado. Isso aumenta o peso da dor, da culpa e do medo.

3. Dessa forma, aprendemos que perdas nem sempre são resultado de pecado, mas de fragilidade humana. Até servindo a Deus, coisas podem “afundar”.

Perdas inesperadas não anulam o chamado, mas revelam nossa dependência de Deus.

III. QUEM RECONHECE A PERDA SABE ONDE CLAMAR (2 Reis 6:5)

“Ah! Meu senhor! Porque era emprestado.” (v.5)

1. Entretanto, a atitude correta surge imediatamente. O homem não tenta esconder o problema.

2. Ele clama ao profeta, reconhecendo sua limitação. Não há justificativas, apenas um pedido de socorro.

3. Assim, aprendemos que reconhecer a perda é o primeiro passo para a restauração. Quem clama demonstra humildade e fé.

Deus age onde há sinceridade e dependência.

IV. DEUS FAZ “FLUTUAR” O QUE HUMANAMENTE ESTAVA PERDIDO (v.6–7)

“Então cortou um pedaço de madeira, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.” (v.6)

1. Por fim, o milagre acontece. Deus intervém de forma sobrenatural e inesperada.

2. O ferro, que naturalmente afunda, flutua. Isso revela que as leis naturais se submetem ao comando de Deus.

3. Portanto, aprendemos que Deus é especialista em restaurar o que afundou. Aquilo que parecia perdido pode reaparecer quando Deus age.

Quando Deus intervém, até o que afundou volta à superfície.

CONCLUSÃO DA PREGAÇÃO

O milagre do machado que flutuou nos ensina que:

  • O crescimento no Reino traz desafios reais.
  • Perdas podem acontecer mesmo durante o serviço a Deus.
  • Reconhecer a perda e clamar é sinal de maturidade espiritual.
  • Deus tem poder para restaurar o que parecia definitivamente perdido.

Talvez algo importante tenha “afundado” ao longo da caminhada. Entretanto, o mesmo Deus que fez o ferro flutuar continua operando hoje. Quando a perda é colocada diante dEle com humildade, o impossível se torna possível.

O Deus que restaura não mudou, e aquilo que afundou ainda pode voltar à superfície pela Sua graça.

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Prof. André Lourenço

Mestrando e Bacharel em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, já produziu centenas de estudos bíblicos e se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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