Esboço de pregação em Lucas 15:11-24 com lições baseadas na parábola do filho pródigo. Sermão ideal para culto da família, dia dos pais e falar de paternidade.
Resumo do esboço
TEMA: 4 FASES NO RELACIONAMENTO COM O PAI
TEXTO DA PREGAÇÃO: Lucas 15:11-24
“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai…” (Lucas 15:18)
PROPÓSITO: Evangelístico, mostrar o que acontece quando nos afastamos do Pai e revelar que sempre existe um caminho de volta para aquele que se arrepende.
INTRODUÇÃO
É possível estar dentro da casa do Pai e, ainda assim, não “conhecer” o Pai?
Sei que essa afirmação impacta. Mas o conhecer aqui está no sentido de conhecer em profundidade.
Podemos estar perto fisicamente, mas longe no coração. E Lucas 15 não revela apenas a condição de filhos perdidos, revela, sobretudo, o coração de um Pai que eles ainda precisavam conhecer.
É justamente nesse contexto que Jesus conta uma de suas parábolas mais conhecidas.
Lucas 15 começa com uma cena muito significativa. De um lado estavam publicanos e pecadores que se aproximavam para ouvir Jesus. Do outro, fariseus e escribas murmuravam.
Jesus não atraía pecadores porque aprovava seus pecados, mas porque se importava com eles.
Então Jesus conta três histórias que caminham na mesma direção:
- Uma ovelha estava perdida, e o pastor foi procurá-la.
- Uma moeda estava perdida, e a mulher a procurou cuidadosamente.
- Um filho estava perdido, caiu em si e decidiu voltar para o pai.
Três palavras atravessam todo o capítulo: perdido, encontrado e alegria:
- A ovelha encontrada trouxe alegria.
- A moeda encontrada trouxe alegria.
- E quando o filho voltou, o pai declarou: “Este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado.” (v.24).
Mas a última história vai ainda mais fundo. Ela fala de relacionamento. Fala de um filho que estava na casa, mas não conhecia profundamente o coração do pai.
Precisou passar pela distância para descobrir o valor da presença, da casa e, principalmente, do próprio pai.
Essa parábola não é sobre um filho que se perdeu. É sobre um Pai que nos recebeu.
Na mensagem de hoje, vamos acompanhar quatro fases no relacionamento desse filho com seu pai.
I. CANSADO DO PAI (vv.11-12)
1. Cansou de viver sob a autoridade do pai. O filho declarou: “Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence.” (v.12).
Ele ainda estava dentro de casa, mas já desejava uma vida independente. Antes de seus pés saírem, seu coração já havia partido.
2. Quis as coisas do pai, mas não a presença do pai. Ele queria a herança, mas não queria continuar vivendo perto daquele que a havia conquistado.
Ele valorizava mais o TER do que o SER. Mas o Pai valoriza mais o SER do que o TER.
Esse continua sendo um perigo espiritual: querer TER, sem quere antes SER o que Deus deseja de nós.
Relacionamento com o Pai não se baseia no que Ele pode dar, mas em quem Ele é.
II. DISTANTE DO PAI (vv.13-16)
1. A distância do coração tornou-se distância da casa. “Partiu para uma terra longínqua.” (v.13). O afastamento não aconteceu de repente.
Primeiro ele desejou sair, depois tomou a decisão e finalmente foi embora.
Ou seja, ele viveu tempo dentro da casa, mas insatisfeito.
2. Longe do pai, começou a perder aquilo que havia recebido. Na terra distante, “desperdiçou ali a sua fazenda, vivendo dissolutamente” (v.13).
Depois vieram a fome, a necessidade e a humilhação. A liberdade que parecia tão atraente terminou em escravidão.
“…começou a padecer necessidades.” (v.14b). Perceba que “começou”, ou seja, antes, na casa do Pai, não passava necessidade. Mas, longe, ele passou necessidades.
Porque, o TER acaba… se perde, mas o SER conquista.
3. Descobriu que longe do pai ninguém cuidava dele como o pai. “ninguém lhe dava nada” (v.16).
Havia pessoas para os dias de abundância, mas não havia ninguém quando tudo acabou.
O mundo pode oferecer uma terra distante, mas só o Pai tem uma presença constante.
III. SAUDADE DO PAI (vv.17-19)
1. Lembrou-se de como era viver na casa do pai. “Caindo, porém, em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão…” (v.17).
No meio da necessidade, sua memória voltou para casa. Ele finalmente percebeu o valor daquilo que havia abandonado.
Ou seja, aqui ele começa a valorizar o SER.
2. Ele reconheceu que havia pecado contra o pai. “Pai, pequei contra o céu e perante ti.” (v.18).
O arrependimento começou quando ele parou de justificar sua condição e reconheceu sua responsabilidade.
3. Ele tomou uma decisão. Ele disse: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai.” (v.18).
Não bastava lembrar da casa, chorar pelo passado ou desejar uma vida diferente. Era necessário levantar e voltar.
Era necessário coragem para voltar assim como ele teve para sair.
IV. NOS BRAÇOS DO PAI (vv.20-24)
1. O pai o viu quando ainda estava longe. “Quando ainda estava longe, viu-o seu pai.” (v.20).
O filho havia se afastado do pai, mas nunca havia saído do coração dele.
O braço da Pai sempre esteve disponível.
2. O pai correu para recebê-lo. “Moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (v.20).
“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4:19). Deus sempre toma a iniciativa antes… Ele sempre começa… mas precisamos responder a isso.
3. O pai restaurou sua condição de filho. Ordenou: “Trazei depressa a melhor roupa… ponde-lhe um anel na mão e alparcas nos pés.” (v.22).
O filho voltou pensando apenas em sobrevivência, mas o pai mostra que perto dele… na presença Dele, sempre tem algo a mais.
CONCLUSÃO
A história começou com um filho cansado do pai… se distanciou… teve saudades… Finalmente, terminou nos braços do pai.
Talvez essa história também descreva alguma fase da sua vida.
Você pode estar na casa, mas insatisfeito. Pode estar vivendo distante. Pode ter começado a sentir saudade.
Mas hoje você pode voltar para os braços do Pai.
O filho preparou um discurso. O pai preparou um abraço.
O filho pensou em ser empregado. O pai ainda o chamou de filho.
“Este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” (v.24).
Para cada condição do filho pródigo, Jesus tem uma resposta hoje (Jo 14:6):
- Para o perdido (v.24), Jesus diz: “Eu sou o caminho.”
- Para o enganado (v.17), Jesus diz: “Eu sou a verdade.”
- Para o que se sente “morto espiritualmente” (v.24), Jesus diz: “Eu sou a vida.”
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