Agar, a mulher que Deus viu no deserto

Esboço de pregação em Gênesis 16 com lições sobre Agar. Sermão ideal para culto de mulheres, círculo de oração ou mensagens sobre o cuidado de Deus em tempos de aflição e deserto.

Resumo do esboço

TEMA: AGAR, A MULHER QUE DEUS VIU NO DESERTO

TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 16:1-16

“E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê.” (Gn 16:13)

PROPÓSITO: Devocional, mostrar que Deus vê nossa aflição, ouve nosso clamor e nos encontra até nos desertos que atravessamos.

INTRODUÇÃO

Existem desertos que escolhemos, e existem desertos para os quais as circunstâncias nos empurram. Agar conheceu um pouco dos dois.

Gênesis 16 começa dentro da casa de Abrão. Deus havia feito uma promessa, mas os anos estavam passando e o filho ainda não havia chegado.

Sarai, cansada de esperar, decidiu encontrar uma solução humana para aquilo que Deus havia prometido realizar. Agar, sua serva egípcia, foi colocada no centro desse plano.

A princípio, a solução pareceu funcionar. Agar concebeu.

Contudo, aquilo que deveria resolver um problema criou outros: desprezo, acusações, conflitos e sofrimento.

Agar foi duramente tratada por Sarai e decidiu fugir (v.6).

Observe como sua situação muda rapidamente:

  1. Ela estava em uma casa, agora está no deserto.
  2. Estava cercada de pessoas, agora está sozinha.
  3. Carregava um filho, mas não sabia o que seria do seu futuro.
  4. Fugia de Sarai, mas estava prestes a encontrar-se com Deus.

O comentário ressalta justamente que Agar saiu sem rumo certo, mas o Senhor foi ao encontro dela.

Sua história nos ensina que Deus continua presente mesmo quando nossas decisões, as decisões de outros e as circunstâncias nos conduzem a lugares que jamais imaginávamos.

Quero trazer uma palavra onde vamos acompanhar quatro momentos dessa mulher no deserto…

I. AGAR FUGIU PARA O DESERTO (vv.1-6)

1. Agar fugiu de uma dor que ainda não estava resolvida. “Sarai a afligiu, e ela fugiu de sua face.” (v.6). Agar saiu da casa, mas a situação que a feriu continuava sem solução. Nem toda distância significa cura.

2. Agar fugiu para um lugar que não era para ela. Quando Deus pergunta: “De onde vens e para onde vais?” (v.8), Agar sabe dizer de onde está fugindo, mas não apresenta um destino. Tanto que o Senhor ordena: “Torna-te para tua senhora.” (v.9).

3. Agar fugiu de uma dor que poderia levá-la a uma dor ainda maior. Grávida e sozinha, ela estava no deserto, a caminho de Sur (v.7). Fugir parecia aliviar a dor daquele momento, mas poderia colocá-la diante de perigos ainda maiores.

Há fugas que aliviam a dor de hoje, mas aumentam a dor de amanhã. Não deixe a dor decidir o caminho que Deus deve dirigir.

II. AGAR FOI ENCONTRADA NO DESERTO (vv.7-9)

1. Agar foi encontrada pelo Deus que se importa com os aflitos. “O Anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto.” (v.7).

Agar havia saído ferida e sozinha, mas não estava esquecida. Quando ninguém foi atrás dela, Deus foi ao seu encontro.

2. Agar foi encontrada pelo Deus que socorre os necessitados. “Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais?” (v.8).

Deus conhecia seu nome, sua história e sua condição. No deserto, ela descobriu que sua necessidade não passava despercebida diante do Senhor.

3. Agar foi encontrada pelo Deus que nos traz de volta ao Seu propósito. “Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.” (v.9).

Deus não a encontrou apenas para consolá-la, mas também para direcioná-la. O Senhor interrompeu sua fuga e mostrou o caminho de volta.

Deus nos encontra onde estamos, mas Seu propósito é nos conduzir para onde devemos estar. Permita que Ele transforme seu deserto em lugar de reencontro e direção.

III. AGAR CONHECEU O DEUS QUE A VIA NO DESERTO (vv.9-16)

1. Deus viu a sua aflição. O Anjo declarou: “O Senhor ouviu a tua aflição.” (v.11).

Agar podia estar longe de todos, mas sua dor não estava escondida de Deus. Tanto que o menino receberia o nome de Ismael, Deus ouve. O Deus que viu sua fuga também ouviu sua aflição.

2. Deus lhe propôs um caminho de humilhação. “Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.” (v.9).

A resposta de Deus não foi simplesmente tirar Agar daquela situação. Primeiro, Ele tratou seu coração e pediu submissão.

Às vezes, queremos que Deus mude imediatamente nossas circunstâncias, enquanto Deus quer primeiro trabalhar em nós.

3. Deus lhe fez promessas. “Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.” (v.10).

Agar chegou ao deserto sem saber o que seria do amanhã, mas saiu dali carregando uma palavra de Deus para o futuro. A aflição não seria o último capítulo de sua história.

Foi então que Agar declarou: “Tu és Deus que me vê.” (v.13).

Ela entrou no deserto carregando uma aflição e saiu carregando uma promessa.

Quando Deus nos encontra no deserto… descobrimos que Ele vê nossa dor, trata nosso coração e continua tendo propósitos para nossa história.

CONCLUSÃO

Agar entrou no deserto ferida, fugindo e sem saber para onde estava indo. Mas foi justamente ali que ela teve uma das maiores experiências de sua vida…

No deserto, Agar descobriu:

  1. Quando fugimos, Deus ainda sabe onde nos encontrar.
  2. Quando sofremos, Deus vê a nossa aflição.
  3. Quando não sabemos o que será do amanhã, Deus ainda tem promessas para o nosso futuro.

Agar chegou ao deserto pensando que estava sozinha, mas saiu dali dizendo: “Tu és Deus que me vê.” (v.13).

E carregou consigo uma lembrança permanente: Ismael, Deus ouve.

Talvez você esteja atravessando seu próprio deserto. Uma dor que ninguém conhece. Uma situação que você não sabe como resolver. Um futuro que parece incerto.

Mas o Deus de Agar continua sendo o mesmo.

Ele nos vê… nos ouve… nos encontra… Ele nos direciona.

Não permita que a dor determine seu destino. Ouça a voz de Deus, volte ao propósito e permaneça debaixo da Sua direção.

Porque até no deserto você continua debaixo dos olhos do Deus que vê você.

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Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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