7 momentos em que Jesus nos ensinou a orar

Esboço de pregação com lições de orações de Jesus. Sermão ideal para pregar em culto de ensino ou falar de oração.

Resumo do esboço

TEMA: 7 MOMENTOS EM QUE JESUS NOS ENSINOU A ORAR

TEXTO DA PREGAÇÃO: Lucas 3:21-22

“E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu.” (Lc 3:21)

PROPÓSITO: Devocional, ensinar, pelo exemplo de Jesus, que a oração deve acompanhar os diferentes momentos da nossa caminhada com Deus.

INTRODUÇÃO

Os discípulos viram Jesus fazer coisas extraordinárias. Viram cegos enxergarem, paralíticos andarem, tempestades se acalmarem e até mortos voltarem à vida. Mas teve algo que chamou profundamente a atenção deles: sua vida de oração.

Certa vez, depois de vê-lo orando, um dos discípulos pediu: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11:1).

Eles entenderam que havia uma profunda ligação entre a vida que Jesus vivia diante das pessoas e sua comunhão com o Pai.

Muitas vezes procuramos a oração somente quando alguma coisa dá errado. Jesus, porém, mostrou uma vida diferente. Para Ele, oração não era apenas um recurso para emergências, era relacionamento com o Pai.

Nesta pregação trago 7 momentos de Jesus orando que nos ensinam preciosas lições.

I. A ORAÇÃO NO INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA (Lc 3:21-22)

1. Jesus começou seu ministério em oração. Seu batismo marcava uma nova etapa. Depois daquele momento, Jesus enfrentaria a tentação no deserto e começaria publicamente seu ministério.

Antes de tudo isso, Lucas nos mostra Jesus orando. Novos começos precisam de oração.

2. Enquanto Jesus orava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu. Lucas registra que “o céu se abriu” e “o Espírito Santo desceu sobre ele” (Lc 3:21-22).

3. Antes de ouvir a voz do tentador, Jesus ouviu a voz do Pai. Do céu veio a declaração: “Tu és o meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” (Lc 3:22).

Logo depois, Jesus iria ao deserto. Antes da batalha, veio a afirmação do Pai. Antes de ouvir a voz o tentador, Ele ouviu a voz do Pai.

Tem céu aberto para quem ora. Tem revestimento do Espírito Santo para quem ora. E tem voz do Pai!

Antes de entrar em uma nova etapa, entre primeiro na presença de Deus. Você não sabe tudo o que encontrará no caminho, mas pode começar o caminho em oração.

II. A ORAÇÃO ANTES DE GRANDES DECISÕES (Lc 6:12-13)

1. Jesus orou antes de escolher. Ao amanhecer, “chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles” (Lc 6:13). A escolha veio depois da oração. Jesus nos ensina a não colocar a oração depois da decisão, mas antes dela.

Eu sempre digo que é melhor orar para tomar uma decisão do que ter que orar pelas consequências de uma escolha errada.

2. Jesus dedicou tempo à oração. Ele “passou a noite em oração”. Há decisões que não precisam de pressa, precisam de presença.

Tempo em oração não é tempo perdido. Tempo perdido é fazer muito e não sair do lugar.

Antes de dar seu próximo passo, coloque seus caminhos diante do Senhor.

III. A ORAÇÃO DEPOIS DE GRANDES REALIZAÇÕES (Mt 14:13-23)

1. Jesus nos ensina a dar PRIORIDADE à oração. Depois de um grande milagre e de servir à multidão, Jesus “subiu ao monte para orar”. Ele não permitiu que o sucesso do ministério ocupasse o lugar da comunhão com o Pai. A oração também guardava seu coração da fama e da exaltação humana.

2. Jesus nos ensina a separar TEMPO para oração. Mateus diz: “chegada já a tarde, estava ali”. Jesus não apenas encontrava tempo, Ele separava tempo para o Pai. Quem considera a oração importante encontra espaço para ela em sua caminhada.

3. Jesus nos ensina a buscar INTIMIDADE na oração. Ele foi “à parte” e “estava ali só”. Diante das pessoas, Jesus servia; a sós, desfrutava da comunhão com o Pai. E daquela presença seguiria para enfrentar o vento e o mar agitado (Mt 14:24-25).

A oração nos mantém no lugar certo: perto do Pai, longe da vaidade e preparados para o que vem pela frente. Faça da oração uma prioridade, separe tempo e cultive intimidade com Deus.

IV. A ORAÇÃO QUE NOS LEVA A CONHECER MAIS DE CRISTO (Lc 9:28-35)

1. Enquanto Jesus orava, os discípulos contemplaram sua glória. Lucas diz que “estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto” (Lc 9:29). Pedro, João e Tiago já conheciam Jesus, mas naquele monte puderam contemplar algo maior de sua glória.

2. Naquele momento, o Pai mostrou quem deveria ocupar o centro. Pedro quis fazer três tendas, uma para Jesus, uma para Moisés e outra para Elias (Lc 9:33). Contudo, a voz do Pai declarou: “Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (Lc 9:35). Moisés e Elias desapareceram, mas Jesus permaneceu.

Na oração, não buscamos apenas respostas, buscamos conhecer mais aquele que responde. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais Cristo precisa crescer diante dos nossos olhos.

V. A ORAÇÃO POR AQUELES QUE AMAMOS (Jo 17:9-17)

1. Jesus orou para que seus discípulos fossem guardados. Ele pediu: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste” (Jo 17:11). Jesus sabia que eles enfrentariam dificuldades depois de sua partida.

2. Jesus orou para que fossem protegidos do mal. Ele não pediu que fossem retirados do mundo, mas “que os livres do mal” (Jo 17:15). Precisamos interceder pela vida espiritual daqueles que amamos.

3. Jesus orou para que fossem santificados. “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). Jesus desejava discípulos guardados e transformados pela Palavra.

Quem ama não apenas aconselha, também intercede. Leve ao Pai, em oração, as pessoas que Deus colocou perto de você.

VI. A ORAÇÃO NA HORA DA ANGÚSTIA (Mt 26:36-44)

1. Jesus levou sua angústia ao Pai. No Getsêmani, Ele não escondeu sua tristeza. Disse: “A minha alma está cheia de tristeza até à morte” (Mt 26:38) e depois orou: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice” (Mt 26:39). A oração é um lugar seguro para derramar diante do Pai aquilo que pesa na alma.

2. Jesus colocou sua vontade nas mãos do Pai. Ele continuou: “não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26:39). A oração não serve apenas para apresentarmos nossos desejos a Deus. Ela também nos ensina a confiar na vontade dele.

Nem sempre Deus tira o cálice, mas sempre podemos encontrar sua presença para enfrentá-lo. Quando a angústia apertar seu coração, não se afaste do Pai, aproxime-se ainda mais dele.

VII. A ORAÇÃO DE GRATIDÃO ANTES DA RESPOSTA (Jo 11:41-43)

1. Jesus agradeceu crendo que o Pai o ouvia. Sua gratidão nasceu da confiança: “Eu bem sei que sempre me ouves” (Jo 11:42). Jesus nos ensina que podemos agradecer confiando naquele que ouve nossas orações.

2. Jesus agradeceu antes do milagre acontecer. Lázaro ainda estava no túmulo quando Jesus deu graças. Só depois Ele declarou: “Lázaro, sai para fora” (Jo 11:43). A gratidão de Jesus veio antes de todos verem a resposta.

3. Jesus orou para que as pessoas reconhecessem a obra de Deus. Ele disse: “por causa da multidão que está em redor é que eu disse isto, para que creiam que tu me enviaste” (Jo 11:42). A resposta não mostraria apenas um morto ressuscitando, mas levaria as pessoas a reconhecerem quem Jesus era e a crerem nele.

A gratidão olha para Deus antes mesmo de contemplar o milagre. Ore com confiança, agradeça com fé e permita que as respostas de Deus também sirvam de testemunho para outros.

CONCLUSÃO

Os discípulos pediram: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11:1). Jesus ensinou com palavras, mas também ensinou vivendo.

Sua vida mostra que oração não pertence apenas aos dias difíceis. Oração é comunhão com o Pai em todos os momentos da caminhada.

Há momentos em que precisamos começar algo. Há decisões que precisamos tomar. Existem dias de grandes realizações e outros de profunda angústia. Há pessoas pelas quais precisamos interceder e respostas pelas quais precisamos agradecer.

Em todos eles existe um caminho para a presença de Deus: a oração.

Paulo resume essa verdade: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito…” (Ef 6:18)

Não espere tudo dar errado para começar a buscar a Deus. Não faça da oração seu último recurso.

Faça da oração seu primeiro passo, seu lugar de força durante todo o caminho.

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Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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