5 atitudes do filho pródigo no caminho de volta à casa do Pai

Esboço de pregação em Lucas 15:17-24 com lições sobre o filho pródigo de volta para a casa do Pai.

Resumo do esboço

TEMA: O CAMINHO DE VOLTA PARA A CASA DO PAI

TEXTO DA PREGAÇÃO: Lucas 15:17-24

“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti.” (Lc 15:18)

PROPÓSITO: Evangelístico – levar os ouvintes ao arrependimento e ao retorno para Deus, confiando no perdão e na graça do Pai.

INTRODUÇÃO

O pecado nos afasta de Deus, mas o arrependimento nos leva de volta para perto dele.

Jesus contou a parábola do filho pródigo porque os fariseus e escribas criticavam o fato de Ele receber pecadores (Lc 15:1-2).

Por meio dessa história, Jesus mostra como o pecado nos afasta de Deus e como sua misericórdia recebe aquele que volta arrependido.

O filho mais novo deixou a casa do pai, desperdiçou seus bens e terminou em uma situação humilhante.

Mas a história não termina ali. Jesus mostra que, mesmo depois de tantas escolhas erradas, ainda existia um caminho de volta para o pai.

Nesta mensagem, quero compartilhar cinco passos na experiência do filho pródigo que nos ensinam sobre o retorno do pecador para Deus.

I. RECONHECEU SEU ESTADO PERDIDO (v.17)

1. Reconheceu a realidade em que se encontrava.

Jesus diz que o jovem “tornando em si” (v.17), começou a enxergar sua verdadeira condição.

Antes, havia desperdiçado tudo sem considerar as consequências. Agora, a fome o levou a perceber até onde havia chegado.

O primeiro passo para a restauração é parar de negar a própria condição. Enquanto alguém insiste em dizer que está bem, dificilmente reconhecerá sua necessidade de mudança.

2. Reconheceu a diferença entre sua miséria e a abundância da casa do pai.

Ele se lembrou de que até os trabalhadores de seu pai tinham pão com fartura, enquanto ele estava morrendo de fome.

Longe do pai, encontrou necessidade. Na casa do pai, havia provisão.

II. RESOLVEU VOLTAR AO LAR (v.18,20)

1. Voltar requer uma mudança de pensamento.

Perceba as palavras do jovem: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai” (v.18).

Antes de mudar de lugar, ele precisou mudar sua maneira de pensar.

Reconheceu que não poderia continuar vivendo como estava e decidiu retornar à casa do pai.

2. Voltar requer uma mudança de atitude.

Ele fica só no pensamento? não… ele vai agir. “E, levantando-se, foi para seu pai” (v.20).

O filho não ficou apenas na intenção. Aquilo que decidiu em seu coração transformou-se em ação.

Ele deixou o lugar onde estava e começou o caminho de volta.

O verdadeiro arrependimento começa com uma mudança de pensamento e se manifesta em uma mudança de atitude.

Portanto, não basta reconhecer que precisa voltar para Deus; É preciso voltar de verdade.

III. CONFESSOU SEU PECADO (v.18-19,21)

1. Reconheceu contra quem pecou.

“Pai, pequei contra o céu e perante ti” (v.21). Ele entendeu que seu pecado não havia prejudicado apenas sua própria vida, mas também ofendido a Deus e ferido seu pai.

Por isso, não procurou desculpas nem culpou as circunstâncias. A verdadeira confissão começa quando reconhecemos que nosso pecado é, acima de tudo, uma ofensa contra Deus.

2. Reconheceu o que perdeu.

“Já não sou digno de ser chamado teu filho” (v.21). Ao sair de casa, ele desperdiçou sua herança e se afastou do pai. Agora, entendia que não podia exigir os privilégios que havia desprezado.

Sua atitude revela um coração quebrantado e humilde.

Jesus ensinou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5:3)

Os pobres de espírito são aqueles que reconhecem sua pobreza espiritual e sua completa dependência da graça de Deus.

O filho voltou sem reivindicar seus direitos, mas encontrou um pai disposto a recebê-lo com misericórdia.

IV. FOI RECEBIDO E PERDOADO (v.20-22)

1. Foi recebido com compaixão.

Jesus declara que, quando o filho ainda estava longe, seu pai o viu e “se moveu de íntima compaixão” (v.20).

Os olhos do pai viu de longe… Não fez julgamentos, teve misericórdia.

2. Foi recebido com amor.

O pai não ficou esperando que o filho chegasse até ele. Pelo contrário, correu ao seu encontro, abraçou-o e o beijou (v.20).

Aquele jovem esperava encontrar um pai decepcionado, mas encontrou braços abertos.

3. Foi recebido com perdão.

Em vez de tratá-lo como um empregado, acolheu-o novamente como filho.

Seus gestos demonstraram que estava disposto a perdoar e restaurar o relacionamento.

V. RECONQUISTOU SEUS DIREITOS PERDIDOS (v.22-24)

1. Recuperou sua dignidade.

O pai ordenou: “Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho” (v.22).

O filho voltou humilhado, depois de perder tudo o que possuía. Contudo, o pai não permitiu que ele permanecesse naquela condição.

A melhor roupa expressava a honra que o pai desejava lhe conceder.

2. Recuperou seu lugar na família.

Sabe o que o pai disse mais? … “ponde-lhe um anel na mão e alparcas nos pés” (v.22).

O jovem havia planejado pedir um lugar entre os trabalhadores, mas o pai o acolheu como filho.

O anel e as sandálias mostravam que ele estava sendo recebido novamente como filho, embora o texto não diga que recuperou a herança perdida. Ele voltou esperando ser tratado como empregado, mas o pai o recebeu como filho.

3. Recuperou a alegria da comunhão.

O pai ordenou que preparassem uma festa e declarou: “Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado” (v.24).

Aquele que havia vivido na solidão e na miséria agora voltava a participar da alegria da casa. A restauração não era apenas receber roupas e sandálias, mas voltar a viver perto do pai.

CONCLUSÃO

O filho reconheceu seu estado perdido. O reconhecimento da própria condição é o primeiro passo para a restauração.

O filho resolveu voltar ao lar. A verdadeira mudança começa com uma decisão e se confirma nas atitudes.

O filho confessou seu pecado. A confissão sincera nasce de um coração humilde e arrependido.

O filho foi recebido e perdoado. A misericórdia do Pai é maior do que os erros de quem volta arrependido.

O filho recuperou seu lugar na família. A graça restaura a comunhão e devolve a alegria de estar na casa do Pai.

Talvez você esteja longe… alvez tenha desperdiçado oportunidades. Ou talvez esteja cansado de tentar encontrar satisfação longe da presença de Deus.

Mas hoje você pode voltar. O Pai te recebe de braços abertos.

Veja mais esboços de pregação:

Receba este esboço completo em PDF

Conteúdo organizado para estudar, ministrar ou imprimir.

Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

PREGAÇÃO EXPOSITIVA CURSO
Entre no grupo e receba novidades em primeira mão!
Entrar no grupo