Andando sobre as águas: 4 lições poderosas sobre Pedro

Esboço de pregação em Mateus 14:22-33 com lições sobre Pedro andando sobre as águas.

Resumo do esboço

TEMA: ANDANDO SOBRE AS ÁGUAS

TEXTO DA PREGAÇÃO: Mateus 14:22-33

“E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.” (Mt 14:29)

PROPÓSITO: Encorajador – incentivar a igreja a caminhar pela fé, obedecendo à Palavra de Jesus e mantendo os olhos nele diante das dificuldades.

INTRODUÇÃO

Andar pela fé não significa esperar o vento parar, significa confiar em Jesus mesmo quando o vento continua soprando.

Depois da multiplicação dos pães, Jesus ordenou que seus discípulos entrassem no barco e fossem para o outro lado do mar (v.22).

Enquanto eles atravessavam, Jesus permaneceu sozinho e subiu ao monte para orar.

Durante a madrugada, o barco estava longe da terra, “açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário” (v.24).

Então algo extraordinário aconteceu: Jesus foi ao encontro dos discípulos andando sobre as águas.

Quando perceberam que era Jesus, Pedro fez um pedido ousado: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas” (v.28). Jesus respondeu apenas: “Vem!” (v.29).

Pedro foi… mas olhando para o vento, começou a afundar. Mas, ele estava indo para Jesus e pela palavra de Jesus… E o Senhor o levantou pela mão.

Podemos tirar várias lições aqui… Quero destacar 4 verdades para quem deseja “andar sobre as águas” pela fé.

I. É PRECISO CORAGEM PARA SAIR DO BARCO (v.28-29)

1. A coragem nasce quando ouvimos a palavra de Jesus. Pedro não se lançou ao mar movido por uma aventura pessoal. Primeiro, ele disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo” (v.28). Então Jesus respondeu: “Vem!” (v.29).

Antes do passo de Pedro, houve uma palavra de Jesus.

Isso faz toda a diferença. Pedro não estava confiando na sua experiência com o mar para andar sobre as águas. Sua coragem estava apoiada na palavra daquele que o havia chamado.

2. É preciso coragem para obedecer à palavra de Jesus. Ouvir “Vem” era uma coisa. Colocar os pés para fora do barco era outra.

Pedro poderia ter ouvido Jesus e continuado sentado. Entretanto, Mateus registra: “Pedro, descendo do barco” (v.29).

Há momentos em que sabemos o que Jesus deseja de nós, mas precisamos de coragem para obedecer.

II. É POSSÍVEL COMEÇAR BEM A CAMINHADA DA FÉ (v.29)

1. Pedro começou caminhando porque teve uma atitude de fé. Havia outros discípulos dentro do barco, mas Pedro foi quem pediu para ir até Jesus e teve coragem de descer.

Ele não ficou apenas olhando Jesus fazer o impossível. Quando ouviu “Vem”, respondeu com uma atitude.

E o texto afirma algo que não devemos esquecer: Pedro “andou por sobre as águas” (v.29).

Muitas vezes lembramos dele apenas como aquele que afundou. Contudo, antes de afundar, Pedro caminhou.

2. Pedro começou caminhando na direção certa. Mateus não diz apenas que Pedro caminhou sobre as águas. Ele acrescenta que Pedro “foi ter com Jesus” (v.29).

Jesus era seu destino.

Esse detalhe também orienta nossa vida espiritual. Podemos dar muitos passos, conquistar muitas coisas e continuar distantes do que realmente importa.

Na caminhada da fé, não importa apenas avançar, importa avançar na direção de Jesus.

III. DURANTE A CAMINHADA, PRECISAMOS CUIDAR PARA ONDE ESTAMOS OLHANDO (v.24,30)

1. Pedro começou a caminhar mesmo com o vento contrário. Antes de Pedro sair do barco, Mateus já havia informado que o barco era açoitado pelas ondas, “porque o vento era contrário” (v.24).

Quando Jesus disse “Vem”, a tempestade estava forte. Só que tem um detalhe, Pedro não esperou o vento parar para obedecer.

Ele confiou na palavra de Jesus e foi… mesmo em meio às circunstâncias contrárias.

Há momentos em que esperamos as condições melhorarem para dar um passo de fé. Contudo, Pedro nos mostra que podemos obedecer a Jesus mesmo quando o vento está contrário.

2. Não podemos deixar os ventos contrários roubarem nossa atenção. Pedro que começou bem, agora: “Reparando, porém, na força do vento, teve medo” (v.30).

Jesus continuava ali… O que mudou foi a atenção de Pedro. Ou seja, onde ele se concentrou.

Pedro começou ouvindo a voz de Jesus, mas depois passou a reparar na força do vento.

Os ventos podem ser contrários, mas procure manter seus olhos no Mestre.

IV. QUANDO COMEÇARMOS A AFUNDAR, PODEMOS CLAMAR POR JESUS (v.30-32)

1. Se Jesus mandou caminhar, Ele também ouve quando clamamos. Quando Pedro percebeu que estava “começando a submergir”, imediatamente gritou: “Salva-me, Senhor!” (v.30).

O Jesus que disse “vem” é o mesmo que ouve o clamor. O Jesus que permitiu Pedro caminhar é o mesmo que estende a mão para o levantar.

Clame ao Senhor, porque Ele está pronto para ouvir e ajudar você.

2. Quando afundamos, Jesus nos levanta e nos leva para um lugar seguro. “Prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o” (v.31).

Jesus o segurou, tratou sua falta de fé e permaneceu com ele. “Subindo ambos para o barco, cessou o vento” (v.32).

Quando Pedro não conseguiu mais sustentar seus passos, descobriu que Jesus ainda podia sustentá-lo com sua mão.

CONCLUSÃO

Talvez o Senhor esteja te chamando hoje para dar um passo de fé. Se Ele falou com você, então saia do “barco” e ande sobre as “águas” pela fé.

Talvez você já tenha começado. Então a palavra para você hoje é: Continue caminhando na direção de Jesus.

Talvez os ventos estejam fortes. Não se concentre na tempestade. Mantenha seus olhos em Cristo.

E, se estiver começando a afundar, faça a oração de Pedro: “Salva-me, Senhor!” (v.30).

Isaías 59:1: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir”.

No final, a grande verdade dessa história não é que Pedro conseguiu andar sobre as águas. É que Jesus permaneceu suficiente em todos os momentos da caminhada.

Continue olhando para Jesus. Aquele que chama você para caminhar é também aquele que estende a mão para não deixar você afundar.

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Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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