Esboço de pregação sobre o orgulho de Naamã em 2 Reis 5:1–14. Sermão impactante apropriado para falar sobre cura espiritual e quebra do orgulho.
TEMA: AS SETE LIÇÕES DO ORGULHO DE NAAMÃ
TEXTO DA PREGAÇÃO: 2 Reis 5:1–14
“Porém Naamã muito se indignou e se foi…” (v.11)
PROPÓSITO: EXORTATIVO – Confrontar o orgulho humano à luz da Palavra, conduzindo o coração à humildade, à obediência simples e à dependência total da graça de Deus.
INTRODUÇÃO
Um versículo-chave da história de Naamã é:
“Então desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus, e a sua carne tornou-se como a carne de uma criança, e ficou purificado.”
(2 Reis 5:14)
Esse texto com significado profundo, mostra que a cura de Naamã não aconteceu por posição, poder ou mérito pessoal, mas por obediência à direção de Deus.
Naamã era um homem admirável aos olhos humanos. Comandante do exército da Síria, respeitado, vitorioso e honrado. Entretanto, apesar de toda sua posição, havia uma realidade que ele não conseguia esconder: Naamã era leproso.
Além disso, sua história revela um conflito constante entre grandeza exterior e miséria interior. Embora tivesse poder, prestígio e autoridade, nada disso podia curar sua enfermidade. Dessa forma, o texto nos mostra que o orgulho pode ser um grande obstáculo entre o homem e a ação de Deus.
Portanto, essa narrativa não é apenas sobre cura física, mas sobre um coração que precisou ser quebrantado para experimentar o milagre.
Na pregação de hoje, aprenderemos sete lições espirituais reveladas pelo orgulho de Naamã.
I. O ORGULHO ESCONDE FERIDAS QUE O TÍTULO NÃO CURA (2 Reis 5:1)
“Porém leproso.” (v.1)
1. Primeiramente, o texto revela que posição não anula fraquezas. Naamã era grande diante dos homens, mas frágil diante da vida.
2. O orgulho tenta esconder a lepra da alma atrás de títulos e conquistas. Contudo, Deus vê além da aparência.
3. Assim, aprendemos que ninguém é grande demais para precisar da graça de Deus. O orgulho adoece, mas a graça cura.
Nenhuma conquista externa substitui a cura interior.
II. DEUS USA MEIOS SIMPLES PARA CONFRONTAR O ORGULHO (2 Reis 5:2–3)
“Então disse a uma senhora sua…” (v.3)
1. Em seguida, Deus usa uma menina cativa para apontar o caminho da cura.
2. Isso confronta diretamente o orgulho de Naamã. Ele precisava ouvir alguém socialmente inferior.
3. Portanto, aprendemos que Deus frequentemente fala por vozes que o orgulho reluta em ouvir.
Quem despreza o instrumento pode perder a direção.
III. O ORGULHO ESPERA TRATAMENTO ESPECIAL (2 Reis 5:9–11)
“Eu dizia comigo…” (v.11)
1. Naamã criou expectativas próprias sobre como Deus deveria agir.
2. Ele esperava gestos grandiosos, palavras solenes e reconhecimento público.
3. Assim, aprendemos que o orgulho cria um roteiro próprio para o milagre.
Deus não se submete às expectativas humanas.
IV. O ORGULHO SE OFENDE COM A SIMPLICIDADE DA OBEDIÊNCIA (2 Reis 5:10–12)
“Não são, porventura, Abana e Farpar…?” (v.12)
1. Naamã rejeita a ordem simples porque ela fere seu ego.
2. Ele queria algo impressionante, não algo obediente.
3. Portanto, aprendemos que a simplicidade da obediência é ofensiva ao orgulho.
Milagres não exigem espetáculo, exigem submissão.
V. O ORGULHO QUASE ROUBA O MILAGRE (2 Reis 5:12)
“E voltou-se, e se foi com indignação.” (v.12)
1. Naamã quase volta para casa do mesmo jeito que chegou.
2. A indignação é fruto de um coração que não quer se render.
3. Assim, aprendemos que o orgulho não apenas atrasa, mas pode impedir o milagre.
Muitos chegam perto da bênção, mas voltam por causa do orgulho.
VI. A HUMILDADE ABRE CAMINHO PARA A OBEDIÊNCIA (2 Reis 5:13–14)
“Então desceu, e mergulhou-se…” (v.14)
1. O conselho dos servos quebra a resistência de Naamã.
2. Ele desce, obedece e se submete à Palavra.
3. Portanto, aprendemos que a descida da humildade precede a subida da restauração.
Quem se humilha diante de Deus experimenta transformação.
VII. A CURA VEM QUANDO O ORGULHO É TRATADO (2 Reis 5:14)
“E a sua carne tornou-se como a carne de um menino.” (v.14)
1. A cura foi completa, visível e inegável.
2. Naamã não apenas foi curado no corpo, mas transformado no coração.
3. Assim, aprendemos que Deus não cura apenas a lepra exterior, mas o orgulho interior.
Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde.
CONCLUSÃO DA PREGAÇÃO
A história de Naamã nos ensina que:
- O orgulho pode coexistir com sucesso, mas não com a graça.
- Deus usa meios simples para quebrar corações resistentes.
- Expectativas humanas não controlam o agir divino.
- A obediência simples libera milagres profundos.
- A humildade precede a restauração.
- O milagre acontece quando o orgulho cai.
- Deus cura por completo quando encontra um coração rendido.
Naamã entrou orgulhoso no caminho da cura, mas saiu transformado pela obediência. Quando o orgulho é deixado à margem, a graça encontra espaço para agir. Onde há rendição, Deus libera restauração.
Veja mais esboços de pregações:
- Esboço de Pregação em 2 Reis 4:8–37 com Lições da Sunamita
- Esboço de Pregação sobre a Cura do Servo do Centurião
Prof. André Lourenço
Mestrando e Bacharel em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, já produziu centenas de estudos bíblicos e se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.





