Esboço de pregação em 2 Reis 4:8 a 37 com lições da mulher sunamita, destacando a mensagem “Vai tudo bem contigo”. Sermão com explicação bíblica e aplicação espiritual sobre a história da sunamita e o profeta Eliseu.
TEMA: VAI TUDO BEM CONTIGO?
TEXTO DA PREGAÇÃO: 2 Reis 4:8–37
“Vai tudo bem contigo? Vai tudo bem com teu marido? Vai tudo bem com teu filho? E ela disse: Vai tudo bem.” (v.26)
PROPÓSITO: CONSOLADOR – Fortalecer os crentes a permanecerem firmes em Deus mesmo quando a dor não pode ser explicada, confiando que o Senhor continua no controle e é poderoso para restaurar.
INTRODUÇÃO
A pergunta “Vai tudo bem contigo?” é uma das mais profundas das Escrituras. Ela não é feita em um momento de vitória, mas no meio de uma crise.
A mulher sunamita acabara de perder o filho prometido, e ainda assim responde com uma declaração que desafia a lógica humana.
Entretanto, essa resposta não nasce da negação da dor, mas de uma fé amadurecida pela caminhada com Deus. Ela sabia que, embora a situação estivesse ruim, o Senhor ainda não havia terminado de agir.
Portanto, este texto nos ensina que fé não é ausência de sofrimento, mas confiança inabalável em meio a ele.
Na pregação de hoje, vamos aprender quatro lições espirituais profundas a partir da pergunta: “Vai tudo bem contigo?”
I. UMA FÉ QUE NASCEU NA HONRA À PRESENÇA DE DEUS (2 Reis 4:8–10)
“Eis que agora sei que este é homem santo de Deus.” (v.9)
1. Primeiramente, a mulher sunamita demonstra discernimento espiritual. Ela reconhece a presença de Deus antes de qualquer milagre.
2. Além disso, ela honra o homem de Deus abrindo sua casa, sem segundas intenções. Não há pedido, apenas serviço.
3. Assim, aprendemos que uma fé sólida começa antes da crise. Quem honra a presença de Deus nos dias bons permanece firme nos dias difíceis.
Fé madura se constrói na rotina, não apenas na emergência.
II. UMA PROMESSA RECEBIDA, MAS COLOCADA À PROVA (2 Reis 4:16–20)
“Abraçarás um filho.” (v.16)
1. Em seguida, Deus concede o que ela não ousava mais pedir. A promessa chega de forma inesperada.
2. Contudo, o texto mostra que o filho cresce e, repentinamente, morre. A promessa parece contradizer a realidade.
3. Dessa forma, aprendemos que nem toda promessa nos isenta de provas. Algumas promessas passam pelo teste da fé antes da restauração.
Deus permite a prova, mas não abandona quem confia nEle.
III. A RESPOSTA “VAI TUDO BEM” REVELA ONDE A FÉ ESTÁ FIRMADA (2 Reis 4:26)
“E ela disse: Vai tudo bem.” (v.26)
1. Entretanto, quando questionada, a mulher não expõe a dor naquele momento. Ela guarda o coração para Deus.
2. Sua resposta não era mentira, mas declaração de confiança. Ela cria que a última palavra não era a morte.
3. Assim, aprendemos que fé não é negar a realidade, mas declarar quem governa sobre ela. Nem toda dor precisa ser explicada antes de ser apresentada a Deus.
Quem confia no Senhor escolhe o tempo certo para falar e o lugar certo para chorar.
IV. DEUS TRANSFORMA A CONFISSÃO DE FÉ EM RESTAURAÇÃO COMPLETA (2 Reis 4:32–37)
“O menino abriu os olhos.” (v.35)
1. Por fim, o Senhor responde à fé perseverante. O milagre da ressurreição acontece.
2. Deus não devolve o filho parcialmente, mas completamente restaurado.
3. Portanto, aprendemos que a fé sustentada no silêncio produz testemunhos visíveis. Quando Deus age, Ele age por inteiro.
O Deus que permitiu a prova é o mesmo que traz a restauração.
CONCLUSÃO DA PREGAÇÃO
A pergunta “Vai tudo bem contigo?” nos ensina que:
- A fé verdadeira começa antes da crise.
- As promessas podem ser provadas, mas não anuladas.
- A confiança em Deus sustenta o coração em meio à dor.
- O Senhor tem poder para restaurar o que parecia perdido.
Talvez hoje nem tudo esteja bem ao redor. Entretanto, quando a fé está firmada em Deus, é possível declarar esperança mesmo em meio à dor. Quem aprende a confiar no Senhor descobre que, no final, quando Deus termina Sua obra, tudo realmente fica bem.
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Prof. André Lourenço
Mestrando e Bacharel em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, já produziu centenas de estudos bíblicos e se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.





