Esboço de pregação em Gênesis 41:41-57 sobre José com lições Cristocêntrica. Sermão ideal para culto de ensino.
Resumo do esboço
TEMA: 3 MANEIRAS COMO JOSÉ APONTA PARA CRISTO
TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 41:41-57
“Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.” (Gn 41:41)
PROPÓSITO: Cristocêntrico, mostrar como a humilhação, a exaltação e o propósito de José apresentam paralelos que apontam para a pessoa e a obra de Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
Existem muitos paralelos entre a vida de José e a vida de Jesus. Quanto mais olhamos para a história de José, mais encontramos acontecimentos que nos fazem olhar para Cristo.
José deixou a casa do pai, tornou-se servo, sofreu injustamente, foi humilhado e preso. Depois, saiu da prisão, foi exaltado, recebeu autoridade e passou a ocupar uma posição que beneficiaria muitas vidas.
É claro que José não é Cristo. José era um homem sujeito às mesmas limitações humanas. Mas sua história apresenta paralelos impressionantes com aquele que viria muitos séculos depois.
Hoje quero destacar três grandes áreas da vida de José que nos fazem olhar para Jesus: sua HUMILHAÇÃO, sua EXALTAÇÃO e seu PROPÓSITO.
I. JOSÉ APONTA PARA CRISTO EM SUA HUMILHAÇÃO
1. Ele deixou sua glória (Gn 37:23). A túnica representava a posição especial de José dentro da família. Mostrava que ele era o filho amado de Jacó. Mas, quando seus irmãos o agarraram, tiraram dele aquela túnica. Por algum tempo, José deixou a posição de honra e entrou num caminho de humilhação.
Jesus fez algo infinitamente maior. Sendo Deus, assumiu a forma de servo e veio habitar entre nós. O Filho deixou a glória celestial e entrou neste mundo em humildade. O Criador entrou em sua própria criação. Aquele que possuía toda glória tornou-se homem e andou entre homens (Fp 2:5-7; Is 53:1-3).
2. Ele se tornou servo (Gn 37:28,36; 39:1-3). José era filho dentro da casa de Jacó, mas seus irmãos o venderam e ele chegou ao Egito como escravo. O filho amado passou a servir na casa de Potifar.
Jesus também entrou neste mundo como servo. Não veio exigindo os privilégios de um rei terreno. Ele mesmo declarou que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:28).
3. Ele venceu a tentação (Gn 39:7-12). A mulher de Potifar insistiu para que José pecasse com ela. José recusou. Preferiu perder sua posição e suas roupas a perder sua integridade diante de Deus.
Jesus também enfrentou a tentação, contudo permaneceu absolutamente sem pecado. O diabo o tentou no deserto, mas não encontrou nele espaço para o pecado. Cristo é o Cordeiro sem mancha, aquele que “em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4:15).
4. Ele prosperou em tudo o que fazia (Gn 39:3-6,21-23). Na casa de Potifar e depois na prisão, Deus estava com José. Onde colocavam suas mãos, havia competência, responsabilidade e prosperidade porque o Senhor o acompanhava.
Em Jesus encontramos a perfeição absoluta. Sobre seu ministério disseram: “Tudo faz bem” (Mc 7:37). Ele nunca fracassou na missão recebida do Pai. Curou enfermos, libertou oprimidos, acalmou tempestades, ressuscitou mortos e salvou os que nele creram. No fim, declarou: “Está consumado” (Jo 19:30).
5. Ele foi falsamente acusado (Gn 39:13-18). José recusou o pecado, mas a mulher de Potifar transformou sua fidelidade em motivo de acusação. Ela usou a própria roupa que José deixou ao fugir para sustentar sua mentira.
Jesus também enfrentou falsas acusações. Procuraram testemunhas contra Ele e distorceram suas palavras. O Justo foi acusado pelos injustos.
6. Ele foi condenado sem culpa (Gn 39:19-20). Potifar ouviu a acusação de sua mulher e José acabou no cárcere. Ele não estava ali porque havia cedido à tentação, mas justamente porque havia permanecido fiel.
Jesus também recebeu uma sentença que não merecia. Pilatos reconheceu: “Não acho nele crime algum” (Jo 19:4). Ainda assim, Cristo foi entregue para ser crucificado.
7. Ele sofreu sendo inocente (Gn 39). José passou anos privado de liberdade por algo que não havia feito. Era inocente da acusação que o levou à prisão.
Jesus não era pecador nem criminoso. Não merecia a cruz. Contudo, voluntariamente tomou nosso lugar: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós” (2Co 5:21).
Aquela cruz deveria falar da nossa culpa, mas nela vemos o Filho de Deus carregando nosso castigo. O inocente morreu pelos culpados para que os culpados pudessem ser perdoados.
II. JOSÉ APONTA PARA CRISTO EM SUA EXALTAÇÃO
1. Ele saiu da prisão (Gn 41:14). Chegou o dia em que Faraó mandou chamar José. Depois de tantos anos, a porta do cárcere se abriu. José saiu da prisão e não voltou mais para ela.
Jesus entrou numa prisão muito mais terrível: a morte. Colocaram seu corpo num túmulo com uma pedra na porta. Porém, no terceiro dia, Ele ressuscitou. A morte não conseguiu retê-lo. Ele vive para todo o sempre (Mt 28:1-6; Ap 1:18).
2. Ele foi exaltado (Gn 41:37-42). José saiu do cárcere para ocupar a posição mais elevada abaixo de Faraó. Recebeu o anel real, símbolo de autoridade; uma corrente de ouro, sinal de honra; e roupas de linho fino. As vestes de servo ficaram para trás.
Jesus também passou da humilhação para a exaltação. “Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2:9). Hoje os anjos o adoram, os santos o exaltam e todo o céu proclama sua dignidade.
3. Ele foi entronizado (Gn 41:41). Faraó colocou José sobre toda a terra do Egito. Aquele que antes recebia ordens agora governava por autoridade recebida do rei.
Cristo também foi entronizado. Ressuscitou, subiu aos céus e está assentado à direita do Pai. Ele ocupa o lugar de honra, autoridade e majestade (Hb 1:3; 10:12; 1Pe 3:22).
4. Ele recebeu um novo nome (Gn 41:45). Faraó chamou José de Zafenate-Paneia. O u seja, uma nova posição de José veio acompanhada de um novo nome e de reconhecimento público.
Jesus recebeu do Pai “o nome que é sobre todo nome”. E chegará o dia em que “ao nome de Jesus se dobre todo joelho” e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor (Fp 2:9-11).
5. Ele recebeu uma noiva gentia (Gn 41:45). Depois da exaltação, Faraó deu Azenate por mulher a José. O esboço original vê nessa união um paralelo com Cristo e sua Igreja, formada também dentre os gentios.
O Novo Testamento apresenta a Igreja como pertencente a Cristo. O Pai deu ao Filho um povo, e Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela (Ef 5:25).
6. Ele recebeu grande autoridade (Gn 41:40-44). Faraó colocou o governo do Egito nas mãos de José. Ninguém deveria agir naquela terra sem reconhecer a autoridade concedida.
Jesus possui autoridade infinitamente maior: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28:18). Ele tem poder para salvar, autoridade para julgar e graça para receber os cansados e sobrecarregados.
7. Ele passou a agir em favor do povo (Gn 41:48-57). José administrou as colheitas, construiu reservas e preparou o Egito para os anos difíceis. Sua exaltação não terminou nele, alcançou milhares de pessoas.
Cristo exaltado também age em favor do seu povo. Ele intercede por nós, supre nossas necessidades e prometeu permanecer conosco. Há muito da obra de Cristo em nossa vida que só compreenderemos plenamente na eternidade.
José saiu da prisão e recebeu honra. Jesus saiu do túmulo e recebeu glória. O Cristo que foi crucificado hoje está vivo, exaltado e reina para sempre.
III. JOSÉ APONTA PARA CRISTO EM SEU PROPÓSITO
1. Sua exaltação foi seguida por um tempo de abundância (Gn 41:47). Conforme José havia anunciado, vieram sete anos de grande fartura. A terra produziu abundantemente, e José recolheu alimento para aquilo que viria depois.
O esboço faz aqui um paralelo com o tempo presente da proclamação da graça. Cristo ressuscitou, o evangelho ainda está sendo anunciado… ainda pecadores precisam de arrependimento. Vivemos dias em que a boa notícia de Cristo precisa ser anunciada enquanto há oportunidade.
2. Depois da abundância veio a fome (Gn 41:53-54). Os sete anos terminaram, exatamente como Deus havia revelado. Então começou a fome, e aquilo que José havia preparado tornou-se indispensável.
O tempo da oportunidade não deve ser desprezado. A Escritura diz: “Eis aqui agora o dia da salvação” (2Co 6:2). Não adie para amanhã aquilo que Deus está chamando você a fazer hoje.
3. O pão estava sob a administração de José (Gn 41:55). Quando o povo sentiu fome e clamou a Faraó, ouviu uma ordem simples: “Ide a José; o que ele vos disser, fazei”. Quem precisava de alimento precisava ir até onde Deus havia providenciado a provisão.
José podia entregar pão, mas Jesus é o Pão da Vida. Ele disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6:35). Para receber vida eterna, precisamos ir a Cristo. Não existe outro nome pelo qual devamos ser salvos (At 4:12).
4. Havia pão suficiente para todos os que vinham (Gn 41:54). José havia preparado provisão suficiente para atender aqueles que chegavam famintos. Ninguém precisava morrer de fome enquanto houvesse pão disponível.
Em Cristo existe suficiência para todo pecador que vem a Ele pela fé. O convite continua aberto: “quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22:17). Ninguém jamais chegará a Jesus e descobrirá que sua graça é insuficiente.
5. Faraó continuou apontando o povo para José (Gn 41:55). Mesmo depois de anos, a orientação continuava a mesma: “Ide a José”. Faraó não apresentou outro homem, nem procurou outra solução. José continuava sendo aquele que administrava a provisão.
E Deus não mudou o caminho da salvação. Há “um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1Tm 2:5). Dois mil anos não tornaram Cristo ultrapassado. Ele continua sendo o caminho, a verdade e a vida.
José tinha pão para quem chegava faminto. Cristo tem vida para todo aquele que vem a Ele pela fé. Vá a Jesus, porque nele existe graça suficiente para você.
CONCLUSÃO
Podemos admirar José. Podemos estudar sua fidelidade, sua humilhação e sua exaltação. Até podemos encontrar em sua trajetória muitos paralelos que nos fazem olhar para Cristo.
Mas José não pode perdoar nossos pecados.
José não morreu por nós… ele não ressuscitou para nossa justificação… José não pode nos dar vida eterna. Mas Jesus pode.
José aponta para Ele.
- Na humilhação de José, olhamos para Cristo que se humilhou até a cruz.
- Na exaltação de José, olhamos para Cristo ressuscitado e assentado à direita do Pai.
- No propósito de José, que preservou vidas durante a fome, olhamos para alguém infinitamente maior, Jesus Cristo, que veio dar sua vida para salvar pecadores.
Talvez hoje sua alma esteja vazia. Talvez você tenha procurado satisfação em muitos lugares e ainda continue vazio.
Jesus continua dizendo: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.”
Na prisão, José disse ao copeiro: “Lembra-te de mim”. José precisava que aquele homem se lembrasse dele quando estivesse novamente diante de Faraó.
Na cruz, aconteceu o contrário. O ladrão disse a Jesus: “Lembra-te de mim”. Ele sabia que não podia fazer nada por si mesmo.
E Jesus não respondeu: um dia veremos. Ele respondeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23:43)
O copeiro se esqueceu de José. Jesus não se esquece de quem se entrega a Ele pela fé.
Se entregeu hoje… venha enquanto há tempo. O Senhor quer mudar sua história hoje!
José tinha pão para os famintos de sua geração. Jesus é o Pão da Vida para todos os que vêm a Ele, e quem nele crê viverá para sempre.
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