Esboço de pregação sobre José do Egito e os sonhos de Deus. Sermão com lições sobre fidelidade, sofrimento, providência e propósito.
Resumo do esboço
- TEMA: QUANDO DEUS É O SENHOR DOS NOSSOS SONHOS
- INTRODUÇÃO
- I. JOSÉ HONROU SEU PAI MESMO SENDO ODIADO PELOS IRMÃOS
- II. JOSÉ NÃO DEIXOU O SOFRIMENTO DOMINAR SEU CORAÇÃO
- III. JOSÉ PERMANECEU FIEL NA ADVERSIDADE E NA PROSPERIDADE
- IV. JOSÉ RECONHECEU A PROVIDÊNCIA DE DEUS SOBRE SUA HISTÓRIA
- CONCLUSÃO
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TEMA: QUANDO DEUS É O SENHOR DOS NOSSOS SONHOS
TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 50:20
“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.” (Gn 50:20)
PROPÓSITO: Encorajador, ensinar que podemos confiar em Deus quando o caminho parece contrário aos nossos sonhos, permanecendo fiéis em todas as fases.
INTRODUÇÃO
O que fazer quando a realidade que vivemos parece ir na direção contrária aos nossos sonhos? A história de José responde essa pergunta de maneira extraordinária.
José tinha dezessete anos quando seus sonhos foram registrados e trinta quando compareceu diante de Faraó. Entre esses dois momentos passaram-se treze anos. Ele conheceu a rejeição, a injustiça e a espera antes de conhecer a exaltação.
Os sonhos não vieram de José, vieram de Deus. O Senhor estava antecipando acontecimentos que fariam parte de um propósito muito maior.
José recebeu de Deus um sonho sobre seu futuro, mas não recebeu detalhes sobre o caminho.
Quando Deus é Senhor dos nossos sonhos, precisamos confiar nele também quando não entendemos o processo.
Nesta mensagem, quero destacar quatro atitudes de José que nos ensinam a confiar em Deus durante o caminho.
I. JOSÉ HONROU SEU PAI MESMO SENDO ODIADO PELOS IRMÃOS
1. José obedeceu ao pai apesar da hostilidade dos irmãos. Eles “o odiavam e não podiam falar com ele pacificamente” (Gn 37:4). Mesmo assim, quando Jacó o enviou para saber como estavam, José respondeu: “Eis-me aqui” (Gn 37:13).
José não permitiu que a atitude dos irmãos determinasse sua atitude para com o pai. Não use o erro dos outros como justificativa para deixar de fazer aquilo que é certo.
2. José obedeceu ao pai até o fim. Ele chegou a Siquém, não encontrou os irmãos e poderia ter voltado. Porém, ao saber que estavam em Dotã, “José, pois, seguiu atrás de seus irmãos” (Gn 37:17).
Obediência não é apenas começar bem, é permanecer disposto até cumprir a responsabilidade.
Jesus contou sobre dois filhos. O primeiro disse que não iria trabalhar na vinha, mas depois se arrependeu e foi. O segundo respondeu que iria, porém não foi. Jesus mostrou que fazer a vontade do Pai não está apenas no que dizemos, mas no que realmente fazemos (Mt 21:28-31).
Honre ao Pai levando a sério aquilo que Ele colocou em suas mãos.
II. JOSÉ NÃO DEIXOU O SOFRIMENTO DOMINAR SEU CORAÇÃO
1. José não deixou a rejeição dos irmãos transformar seu coração. Eles conspiraram contra ele, tiraram sua túnica, lançaram-no numa cova e o venderam. Mais tarde, confessaram: “Vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava, e não o ouvimos” (Gn 42:21).
José sofreu de verdade. Guardar o coração não significa não sentir a dor, significa não permitir que a dor determine quem nos tornaremos.
2. José não deixou a injustiça fazê-lo abandonar seus princípios. Na casa de Potifar, ele escolheu obedecer a Deus e acabou acusado injustamente. Antes disso, havia declarado: “Como, pois, faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39:9).
3. José não deixou o esquecimento matar sua esperança. Depois de ajudar o copeiro, pediu que ele se lembrasse de sua situação. Entretanto, “o copeiro-mor não se lembrou de José, antes se esqueceu dele” (Gn 40:23).
O homem esqueceu José, mas Deus não. Podia parecer que Deus não estava fazendo nada… Mas Ele está conduzindo a história.
III. JOSÉ PERMANECEU FIEL NA ADVERSIDADE E NA PROSPERIDADE
1. José permaneceu fiel na adversidade. Sua fidelidade não começou quando as portas se abriram. Ela atravessou diferentes fases difíceis de sua história:
- Foi fiel na casa do pai, mesmo convivendo com o ciúme e o ódio dos irmãos (Gn 37:2-4).
- Foi fiel como escravo, depois de ser vendido e levado para uma terra estrangeira (Gn 39:1-2).
- Foi fiel como mordomo, cuidando com responsabilidade de tudo o que Potifar colocou em suas mãos (Gn 39:4-6).
- Foi fiel diante da tentação, recusando pecar contra Deus (Gn 39:7-12).
- Foi fiel na prisão, mesmo depois de sofrer uma acusação injusta (Gn 39:21-23).
José chegou ao Egito com dezessete anos e compareceu diante de Faraó aos trinta (Gn 37:2; 41:46). Foram treze anos… As circunstâncias mudaram muitas vezes, mas sua fidelidade permaneceu.
2. José permaneceu fiel na prosperidade. Quando finalmente saiu da prisão e compareceu diante de Faraó, o sucesso não tomou o lugar que pertencia a Deus. Vemos sua fidelidade também nessa nova fase:
- Diante de Faraó, recusou tomar para si a glória pela interpretação: “Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó” (Gn 41:16).
- Ao interpretar os sonhos, deixou claro que Deus estava revelando aquilo que aconteceria (Gn 41:25-32).
- Depois da interpretação, apresentou com sabedoria um plano para enfrentar os anos de fome (Gn 41:33-36).
- Quando recebeu autoridade sobre o Egito, assumiu a responsabilidade e começou imediatamente seu trabalho (Gn 41:39-46).
José soube permanecer com Deus tanto quando não tinha nada quanto quando recebeu autoridade sobre uma nação.
A adversidade não conseguiu afastá-lo de Deus, e a prosperidade não conseguiu fazê-lo esquecer de Deus.
Se José vivesse em nossos dias, quem sabe ele cantaria:
“Eu Te adorarei no mar, no vento ou temporal
Te adorarei na tempestade, ou na bonança
Na prova, no fogo, no vale, no monte
Em meio ao deserto, ou perto da fonte
Eu só posso mesmo é Te adorar!Te adorarei, Te adorarei
Independente do que for, Te adorarei”
Seja um fiel adorador quando as portas estiverem fechadas e quando se abrirem!!
IV. JOSÉ RECONHECEU A PROVIDÊNCIA DE DEUS SOBRE SUA HISTÓRIA
1. José aprendeu a enxergar Deus acima das circunstâncias. Seus irmãos haviam lhe causado muito sofrimento, mas José percebeu que aquela maldade não conseguiu impedir os planos de Deus. Por isso disse: “Deus me enviou adiante de vós, para conservação da vida” (Gn 45:5).
José não ficou olhando apenas para aquilo que fizeram contra ele. Ele focou aquilo que Deus havia feito apesar de tudo. Não deixe as atitudes das pessoas fazerem você perder a confiança nos propósitos de Deus.
2. José aprendeu a enxergar um propósito maior em tudo o que viveu. “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem” (Gn 50:20).
Não julgue o propósito de Deus apenas pelo momento que você está vivendo.
3. José aprendeu que o propósito de Deus ia além de seus próprios sonhos. No final, ele entendeu que tudo aquilo não terminava em sua chegada ao palácio. Deus o havia colocado naquela posição “para conservar muita gente com vida” (Gn 50:20).
O sonho envolvia José, mas o propósito alcançava muitas pessoas.
Deus não nos abençoa apenas para nossa realização pessoal. Muitas vezes, aquilo que Ele faz em nossa vida também se torna bênção para nossa família e para outras pessoas.
Quando Deus colocar algo em suas mãos, pergunte como isso pode servir ao propósito dele.
CONCLUSÃO
José teve sonhos… Deus realizou os sonhos. Deus mostrou que continuava governando quando tudo parecia caminhar na direção contrária.
A cova não parou o propósito. A escravidão não parou o propósito. A prisão não parou o propósito. O esquecimento não parou o propósito.
Talvez você esteja vivendo justamente a parte da história que ainda não consegue compreender. Continue fiel. Guarde seu coração. Confie na providência de Deus.
Mas José aponta nossos olhos para alguém maior.
Jesus também foi o Filho amado, rejeitado pelos seus, humilhado injustamente e depois exaltado. José teve alimento para oferecer durante a fome, mas Cristo declarou: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:35).
José participou da preservação de vidas; Jesus entregou a própria vida para nos dar vida eterna.
Por isso, não entregue a Deus apenas os seus sonhos. Entregue su vida por completa.
Deixe Deus ser o Senhor dos teus sonhos! Porque o maior propósito não é Deus realizar apenas aquilo que queremos, mas realizar em nós e através de nós aquilo que Ele quer.
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