Os 5 desafios de Elias em um tempo de apostasia

Um esboço de pregação de Elias em 1 Reis 18 sobre os desafios de Elias em um tempo de apostasia.

Resumo do esboço

TEMA: 5 DESAFIOS DE ELIAS EM UM TEMPO DE APOSTASIA

TEXTO DA PREGAÇÃO: 1 Reis 18

“Até quando cocheareis vós entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o.” (1Rs 18:21)

PROPÓSITO: Devocional. Levar a igreja a permanecer fiel ao Senhor, enfrentando o medo, rejeitando a idolatria e confiando inteiramente no poder de Deus.

INTRODUÇÃO

Mesmo quando uma nação abandona Deus, a coragem de um único homem pode mudar a sua história.

Imagina Deus te usar em um cenário de grande apostasia… Mas isso te custaria renúncias.. ser diferente… ir na contra mão… Você toparia?

Foi exatamente esse cenário que Elias encontrou em Israel. O povo havia se afastado do Senhor, Baal ocupava o centro da adoração nacional, e a liderança política e religiosa caminhava em rebelião contra Deus.

Chamo sua atenção para alguns detalhes importantes do contexto:

  • Israel vivia aproximadamente três anos e meio de seca, resultado do juízo anunciado por Elias (1Rs 17; Tg 5.17). A crise econômica, social e espiritual era consequência da desobediência do povo.
  • Acabe havia promovido oficialmente o culto a Baal, enquanto Jezabel perseguia e matava os profetas do Senhor.
  • Entretanto, Deus preservou um remanescente fiel, como os cem profetas escondidos por Obadias.
  • O monte Carmelo era conhecido como um dos centros da adoração a Baal, o deus considerado pelos cananeus como senhor da chuva e da fertilidade.
  • Durante todo o capítulo, Elias aparece sozinho diante do rei, dos 450 profetas de Baal e de uma nação dividida.
  • Humanamente falando, ele era minoria. Espiritualmente, porém, estava do lado do Deus Todo-Poderoso.
  • Perceba nesse capítulo uma sequência de confrontos. Elias desafia pessoas diferentes, mas com um único objetivo: restaurar o povo à verdadeira adoração.

Amados… a apostasia sempre tenta silenciar a verdade. Porém, Deus continua levantando homens e mulheres que permanecem firmes quando todos os outros vacilam.

Na mensagem de hoje, quero destacar cinco desafios apresentados por Elias em um tempo de apostasia.

I. ELIAS DESAFIA OBADIAS A TER CORAGEM (vv.1-16)

1. Elias desafia Obadias a vencer o medo dos homens. Obadias era um homem que temia ao Senhor desde a sua mocidade (v.12) demonstrou grande coragem ao esconder cem profetas durante a perseguição de Jezabel (vv.3-4).

Contudo, quando Elias ordenou que anunciasse sua presença a Acabe, ele deixa o medo dominar seu coração.

2. Elias desafia Obadias a confiar na fidelidade da Palavra de Deus. Obadias acreditava que Elias poderia desaparecer novamente… (v.12). Mas, o profeta o encoraja: “Vive o Senhor dos Exércitos… hoje me apresentarei a ele” (v.15).

3. Elias desafia Obadias a obedecer apesar dos riscos. Depois de ouvir a palavra de Elias, Obadias decidiu obedecer e foi encontrar-se com Acabe (v.16).

Obadias foi desafiado… Ou temeria a Acabe ou temeria a Deus. Ou confiaria na palavra do homem ou confiaria na palavra de Deus.

II. ELIAS DESAFIA ACABE A RETORNAR AOS CAMINHOS DO SENHOR (vv.17-20)

1. Elias desafia Acabe a reconhecer que havia abandonado os caminhos do Senhor. O profeta não aceitou a acusação de ser o perturbador de Israel. Pelo contrário, declarou que a verdadeira causa da calamidade era o pecado do rei e de sua casa: “deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim” (v.18).

Para retornar, o primeiro passo é reconhecer. Deus disse para a igreja de Éfeso: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2:5). E o filho pródigo mudou o caminho “Caindo em si” (Lc 15:17).

2. Elias desafia Acabe a tomar uma atitude diante da verdade. Depois de revelar o pecado do rei, Elias ordenou: “Manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo” (v.19).

Ou seja, não bastava reconhecer o erro; era preciso agir.

O verdadeiro arrependimento é quando acontece mudança de direção e atitudes concretas.

III. ELIAS DESAFIA OS PROFETAS DE BAAL A PROVAR A EXISTÊNCIA DE SEU DEUS (vv.20-29)

1. Eles tinham aparência de quantidade. Elias permitiu que os profetas de Baal começassem primeiro: “porque sois muitos” (v.25).

Eram quatrocentos e cinquenta homens contra um único profeta do Senhor.

2. Eles tiveram todo o tempo necessário. Desde a manhã até o sacrifício da tarde clamaram a Baal (vv.26,29). Tinham esforço humano…

3. Eles demonstraram todo o fervor possível. Gritaram cada vez mais alto, dançaram ao redor do altar e chegaram a cortar o próprio corpo com facas e lanças, conforme o seu costume (vv.26-28). Tinham religiosidade… liturgia… tradição…

Porém, as horas passaram e “não houve voz, nem resposta”.

Aprendemos uma grande lição aqui: intensidade da emoção, barulho… não significa a presença de Deus.

A verdadeira fé não depende do número de seguidores, do tempo de esforço nem da intensidade das emoções… ela depende do Deus vivo que responde ao clamor do Seu povo.

IV. ELIAS DESAFIA ISRAEL A VOLTAR AO ALTAR DO SENHOR (vv.30-40)

1. Elias aproximou o povo do altar. Antes de qualquer coisa, Elias disse: “Chegai-vos a mim” (v.30).

O povo estava indeciso… “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? (1 Rs 18:21).

O povo que havia se afastado do Senhor precisavam se aproximar novamente.

2. Elias restaurou o altar do Senhor. O altar estava quebrado, retratando a decadência espiritual de Israel.

Antes que o fogo caísse do céu, era necessário restaurar aquilo que havia sido abandonado.

3. Elias reconstruiu o altar segundo a Palavra de Deus. O profeta tomou doze pedras, conforme o número das tribos de Israel. Isso significava lembrar a aliança com Deus (vv.31-32).

Ou seja, o altar precisava ser levantado sobre a Palavra de Deus. Trazendo em memória suas promessas, seus feitos…

4. Elias exerceu obediência e fé sobre o altar. Antes de orar, Elias colocou tudo em ordem:

  • preparou a lenha, dispôs o sacrifício e organizou o altar conforme a vontade de Deus (v.33).
  • Depois, mandou derramar água três vezes sobre o holocausto (vv.34-35).

Aos olhos humanos, aquela atitude dificultava ainda mais o fogo vir…

Era como Elias estivesse dizendo: “Eu confio tanto em Deus que quanto mais impossível aos olhos humanos, mas o Senhor será glorificado!”

Voltar ao altar é voltar ao Senhor. Quando a Palavra restaura o altar do nosso coração, Deus manifesta Sua presença e transforma nossa vida.

V. ELIAS DESAFIA A SI MESMO A CONTINUAR DEPENDENDO DE DEUS (vv.41-46)

1. Elias continuou orando mesmo depois da grande vitória. Depois que o fogo caiu do céu, a chuva ainda não havia chegado.

Em vez de se acomodar com a vitória, Elias subiu ao cume do Carmelo, inclinou-se por terra e colocou o rosto entre os joelhos (v.42).

2. Elias perseverou até que Deus cumprisse Sua promessa. O profeta enviou seu servo sete vezes para olhar em direção ao mar (v.43).

Perceba: Seis vezes a resposta foi a mesma: “Não há nada”. Mesmo assim, Elias não desistiu.

3. Elias reconheceu os primeiros sinais da resposta de Deus. Quando apareceu uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem (v.44), Elias soube que a abundante chuva estava a caminho.

Isso significa não desanimar nos pequenos começos… Afinal, quem começou a boa obra… completará!

A resposta ainda era pequena aos olhos humanos, mas para Elias, era algo grande.

CONCLUSÃO

  • Elias desafiou um homem dominado pelo medo.
  • Desafiou um rei endurecido pelo pecado.
  • Desafiou uma falsa religião.
  • Desafiou uma nação dividida.
  • E, por fim, desafiou a si mesmo a continuar dependendo de Deus.

O Carmelo nos ensina que Deus continua procurando pessoas que permaneçam fiéis quando a maioria se apostata…

Talvez você esteja enfrentando oposição. Talvez esteja cercado por vozes que tentam afastá-lo do Senhor.

Hoje, ainda a mesma pergunta continua viva: “Se o Senhor é Deus, segui-o.” (1Rs 18:21)

Em tempos de apostasias, o Senhor continua contando com seus remanecentes!

Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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