Esboço de pregação em 1 Coríntios 15:1-8 sobre as 3 verdades de um evangelho pleno.
Resumo do esboço
TEMA: AS 3 VERDADES DE UM EVANGELHO PLENO
TEXTO DA PREGAÇÃO: 1 Coríntios 15:1-8
“Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1Co 15:3-4)
PROPÓSITO: Doutrinário – ensinar a igreja a compreender e permanecer no verdadeiro evangelho, centrado na morte e ressurreição de Cristo.
INTRODUÇÃO
O evangelho não é um conselho sobre o que devemos fazer para chegar até Deus, é a boa notícia do que Deus fez para nos salvar.
Em 1 Coríntios 15, Paulo escreve a uma igreja que conhecia o evangelho, mas estava enfrentando confusão a respeito da ressurreição.
Alguns chegavam a dizer “que não há ressurreição de mortos” (v.12). Por isso, antes de corrigir o erro, Paulo leva os coríntios de volta ao fundamento.
É interessante observar a linguagem que ele usa. O evangelho foi:
- anunciado,
- recebido
- e precisava ser conservado.
Depois, Paulo apresenta seu conteúdo: Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou e apareceu.
Portanto, nesta mensagem quero destacar três verdades de um evangelho pleno.
I. O EVANGELHO TEM PODER PARA SALVAR (v.1-2)
1. O evangelho precisa ser recebido pela fé. Paulo relembra “o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes” (v.1).
O evangelho é anunciado, mas precisa ser recebido. Não basta conhecer sua mensagem ou ouvi-la repetidamente. A resposta ao evangelho é pessoal: recebemos pela fé aquilo que Deus realizou em Cristo.
2. O mesmo evangelho que recebemos é aquele no qual permanecemos. Paulo acrescenta: “no qual também perseverais” (v.1). O evangelho não é apenas a porta de entrada da vida cristã, é também aquilo que nos sustenta durante toda a caminhada.
3. O evangelho precisa ser conservado como foi anunciado. Paulo afirma: “por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei” (v.2). A igreja não recebeu autorização para modificar a mensagem que recebeu.
O evangelho que nos salva é o mesmo que precisamos guardar e permanecer firmes em sua verdade.
II. O EVANGELHO TEM UMA MENSAGEM FUNDAMENTADA NAS ESCRITURAS (v.3-4)
1. É uma mensagem que se recebe para se transmitir. Paulo começa dizendo: “eu vos entreguei primeiramente o que também recebi” (v.3).
Ele não se apresenta como autor do evangelho, mas como alguém que recebeu uma mensagem e tinha a responsabilidade de transmiti-la.
Portanto, o pregador não cria o evangelho, ele anuncia fielmente aquilo que recebeu.
2. É uma mensagem centrada na obra de Cristo. Paulo resume seu conteúdo: “Cristo morreu por nossos pecados”, “foi sepultado” e “ressuscitou ao terceiro dia” (vv.3-4).
A morte revela que Cristo tratou do nosso maior problema, o pecado. O sepultamento confirma a realidade de sua morte. A ressurreição proclama sua vitória sobre a morte.
3. É uma mensagem que cumpre aquilo que Deus revelou nas Escrituras. Duas vezes Paulo repete: “de acordo com as Escrituras” (vv.3-4).
A morte e a ressurreição de Jesus estavam dentro do plano redentor revelado em sua Palavra.
Nossa fé, portanto, não está fundamentada em uma mensagem inventada pelos homens, mas naquilo que Deus revelou e realizou em Cristo.
III. O EVANGELHO TEM TESTEMUNHAS QUE CONFIRMAM SUA VERDADE (v.5-8)
1. Testemunhas transformadas pelo evangelho: Pedro e os Doze. Paulo começa dizendo que Cristo ressuscitado “apareceu a Cefas e, depois, aos doze” (v.5).
Eles haviam acompanhado Jesus, enfrentado a crise da cruz e agora se tornavam testemunhas de que Ele estava vivo.
2. Testemunhas impactadas pelo evangelho: mais de quinhentos irmãos. Cristo “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez” (v.6).
Paulo ainda afirma que a maioria continuava viva quando escreveu. Não se tratava do testemunho isolado de uma pessoa, mas de um grande número de pessoas impactadas pela mesma realidade: Jesus ressuscitou.
3. Testemunhas capacitadas para transmitir o evangelho: Tiago e os apóstolos. Paulo diz que Cristo “foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos” (v.7).
Essas testemunhas não guardaram para si aquilo que receberam. Tornaram-se participantes da missão de anunciar Cristo. O evangelho testemunhado tornou-se evangelho proclamado.
4. Uma testemunha transformada pela graça do evangelho: Paulo. Aqui Paulo se detém em sua própria história. Ele havia “perseguido a igreja de Deus” (v.9), mas agora podia dizer: “pela graça de Deus, sou o que sou” (v.10).
A graça não apenas alcançou Paulo, ela mudou sua direção: de perseguidor da igreja para pregador de Cristo.
O versículo 11 diz: “seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim vocês creram”.
As testemunhas eram muitas, suas histórias eram diferentes, mas todas apontavam para a mesma verdade e anunciavam a mesma mensagem.
CONCLUSÃO DA PREGAÇÃO
O evangelho pleno que Paulo apresenta não deixa Cristo apenas como um mestre do passado. Ele nos conduz ao Salvador que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou e apareceu vivo.
- Se você precisa de salvação, o evangelho tem poder para salvar.
- Se precisa saber onde firmar sua fé, o evangelho está fundamentado na obra de Cristo segundo as Escrituras.
- E se pergunta se nossa esperança termina em um túmulo, as testemunhas anunciam que Jesus ressuscitou.
Por isso, não reduza o evangelho a uma mensagem de motivação, prosperidade ou melhora pessoal.
O centro do evangelho não somos nós. O centro do evangelho é Jesus Cristo.
Talvez você tenha chegado cansado, culpado ou sem esperança. O evangelho continua sendo boa notícia para você. Cristo morreu por pecadores. Ele ressuscitou. Ele vive.
E esta é a grande esperança da igreja: nossa salvação não está fundamentada em um sentimento que pode mudar, mas em um Salvador que venceu a morte.
Portanto, receba o evangelho, permaneça no evangelho e viva pelo evangelho.
O túmulo está vazio, Jesus está vivo e, porque Ele vive, podemos crer no amanhã!
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