4 verdades sobre a mesa da ceia

Esboço de pregação em 1 Coríntios 11:17-26 sobre os ensinos da mesa da Ceia para a vida da igreja. Sermão ideal para culto de Santa Ceia.

Resumo do esboço

TEMA: VERDADES DA MESA DA CEIA

TEXTO DA PREGAÇÃO: 1 Coríntios 11:17-26

“Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis.” (1Co 11:20)

PROPÓSITO: Devocional. Levar a igreja a compreender que a mesa da Ceia revela o coração de Deus para Seu povo e nos ensina a viver em comunhão com Cristo e com os irmãos.

INTRODUÇÃO

É possível participar da mesa da Ceia e, mesmo assim, perder completamente o verdadeiro significado dela. Foi exatamente isso que aconteceu com a igreja de Corinto.

Alguns detalhes importantes:

  • A igreja de Corinto era rica em dons espirituais. Mas também tinha muitos conflitos e imaturidade (1Co 1:7; 3:1-3).
  • Desde os primeiros dias da igreja, os cristãos perseveravam na comunhão, no partir do pão e nas refeições em comum (At 2:42,46).
  • Em Corinto, a Ceia do Senhor era celebrada dentro desse contexto de refeição comunitária, que mais tarde ficou conhecida na igreja primitiva como refeição de ágape, ou refeição do amor.
  • Entretanto, aquele momento de comunhão havia sido corrompido pelo egoísmo, pelas divisões e pela falta de consideração pelos irmãos (1Co 11:17-22).
  • Paulo escreve este capítulo para restaurar o verdadeiro significado da mesa da Ceia.

Nesse contexto, Paulo mostra que a mesa da Ceia não é apenas um memorial da morte de Cristo. Ela também revela como Deus deseja que Seu povo viva em santidade, unidade e comunhão.

Na mensagem de hoje, quero destacar quatro verdades que encontramos na mesa da Ceia.

I. NA MESA DA CEIA HÁ CORREÇÃO (vv.17-22)

“Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo…” (v.17)

1. Paulo não ignorou os pecados da igreja. Antes de ensinar sobre o significado da Ceia, ele confrontou os erros que estavam comprometendo aquele momento sagrado.

O amor verdadeiro também corrige, porque Deus disciplina aqueles que ama (Hb 12:6).

2. A reunião da igreja havia perdido seu propósito. Paulo afirma que eles se reuniam “não para melhor, e sim para pior” (v.17).

A Ceia havia deixado de ser um momento de comunhão para se tornar ocasião de egoísmo e desprezo pelos irmãos.

3. A correção tinha como objetivo restaurar a igreja. Paulo não escreve para condenar, mas para conduzir a igreja ao arrependimento. Toda disciplina de Deus visa restaurar aquilo que foi quebrado.

  • A correção em Davi lhe fez voltar ao Senhor e preservar um coração segundo o coração de Deus.
  • A correção em Jonas lhe fez abandonar a fuga e cumprir a missão que Deus lhe confiou.
  • A correção em Pedro lhe fez deixar a autoconfiança e tornar-se um dos maiores líderes da igreja.
  • A correção na igreja de Éfeso lhe fez lembrar que nenhuma obra substitui o primeiro amor por Cristo. Ap 2:4–5

A mesa da Ceia continua sendo um lugar onde Deus fala ao Seu povo. ACEITE A CORREÇÃO DO SENHOR, porque ela sempre produz restauração.

II. NA MESA DA CEIA PODE HAVER DIVERGÊNCIAS, MAS NÃO DIVISÕES (vv.18-19)

“Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós…” (v.18)

1. A igreja pode enfrentar divergências. Paulo reconhece que diferenças surgem entre os cristãos e afirma que elas podem revelar aqueles que permanecem aprovados diante de Deus (v.19).

Ou seja, ter divergência é normal. Temos diferenças… temos gostos diferentes… pensamos diferente… E isso não afeta a comunhão.

2. As divergências se tornam perigosas quando produzem divisões. Em Corinto, as diferenças deixaram de ser opiniões e passaram a romper a unidade da igreja.

Entenda… o problema não era pensar diferente, mas deixar de caminhar juntos.

3. A unidade do corpo deve ser preservada acima das diferenças.

  • Jesus orou para que Seus discípulos fossem um (Jo 17:21);
  • Paulo exorta a igreja a preservar a unidade do Espírito (Ef 4:2-3).

Podemos discordar em questões secundárias, mas nunca permitir que isso destrua a comunhão.

Afinal, pertencemos ao mesmo corpo. PRESERVE A UNIDADE, porque Cristo morreu para formar uma única igreja.

III. NA MESA DA CEIA O OUTRO É IMPORTANTE (vv.20-22,33)

“Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.” (v.33)

1. A Ceia confronta o egoísmo. Enquanto alguns se fartavam, outros permaneciam com fome (vv.20-21). Aquela mesa já não refletia o amor de Cristo, mas o individualismo dos homens.

2. A Ceia nos ensina a considerar os irmãos. Paulo orienta a igreja a esperar uns pelos outros. Participar da mesa significa reconhecer que fazemos parte de uma mesma família espiritual.

A Ceia do Senhor é uma refeição em família. E o Senhor da família deseja que seus filhos amem e cuidem uns dos outros.

“Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo” (1 Co 10:1 7).

3. A comunhão com Cristo se revela na comunhão com a igreja. Não podemos honrar o Senhor da mesa e desprezar aqueles que se assentam conosco.

João afirma que quem ama a Deus também deve amar seu irmão (1Jo 4:20-21).

A mesa da Ceia nos ensina que ninguém caminha sozinho. QUEM AMA A CRISTO APRENDE A VALORIZAR SEUS IRMÃOS.

IV. NA MESA DA CEIA HÁ UM MEMORIAL DO SACRIFÍCIO DE CRISTO (vv.23-26)

“Fazei isto em memória de mim.” (v.24)

1. O centro da Ceia é a pessoa de Cristo. Paulo relembra as palavras do Senhor na noite em que foi traído. O pão representa Seu corpo entregue por nós, e o cálice representa a nova aliança firmada em Seu sangue.

2. A Ceia anuncia a maior demonstração do amor de Deus. Cada vez que a igreja participa da mesa, proclama que Jesus morreu para salvar pecadores.

3. A Ceia desperta gratidão e renova a esperança. O sacrifício de Cristo, deve produzir em nosso coração gratidão pela salvação e esperança, porque anunciamos Sua morte “até que venha” (v.26).

Ou seja, significa olhar para a cruz e também para a promessa da volta do Senhor.

Talvez não somos hoje tudo o que devemos ser; mas quando o vermos, “seremos semelhantes a ele” (1 Jo 3:2).

CONCLUSÃO

A mesa da Ceia continua ensinando a igreja.

Nela há correção. Nela pode haver divergências, mas nunca divisões. Aprendemos que o outro é importante. E nela contemplamos o memorial do sacrifício de Cristo.

Hoje, o Senhor nos convida mais uma vez à Sua mesa. Não apenas para participar de um símbolo. Mas para renovar nossa comunhão com Ele e com os irmãos.

Receba a correção do Senhor. Preserve a unidade da igreja. Valorize aqueles que caminham ao seu lado.

E contemple novamente a cruz de Cristo.

“Fazei isto em memória de mim.” (1Co 11:24)

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Prof. André Lourenço

Mestrando em Teologia, professor e autor de cursos de Homilética e Hermenêutica. Apaixonado por ensinar a Palavra de Deus, se considera um eterno aprendiz no serviço ao Reino.

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